No mês em que Florianópolis realiza o "I Fórum das Américas sobre Mobilidade Urbana nas Cidades" (http://3.ly/DPv3), a ViaCiclo protocolou quatro requisições ao poder público municipal.
A primeira requisição inicia lamentando que o poder público esteja oferecendo um estímulo ao uso do automóvel particular ao construir 800 vagas de estacionamento subterrâneo no centro da capital (ver matéria em http://3.ly/Ovrn), apesar das constantes declarações de que a prefeitura está se empenhando em aplicar medidas para mudar o modelo de transporte (veja algumas dessas declarações em http://3.ly/N5N).
Enquanto essas medidas não vêm, a população vai abandonando cada vez mais o transporte coletivo: em 2009 diminuiu 4% o número de passageiros transportados pelo transporte coletivo (conforme relatório apresentado ao Conselho Municipal de Transportes em 03/03/10); outro fato que ilustra o caos que a automovelcracia provoca está no Sul da Ilha: passageiros descem dos ônibus no congestionamento da SC 405 para continuar a viagem mais rapidamente: a pé (ver fotos em http://3.ly/MkwJ).
Em se concretizando o projeto de "Requalificação" do Largo do Mercado Público e da Praça dos 3 Poderes, a ViaCiclo solicita a instalação de bicicletário para 120 bicicletas, o que representa 15% das vagas ocupando modestos 2,4% da área total; essa melhoria representará um incremento de 12.000 % na oferta de vagas de estacionamento público para bicicletas na cidade, que no momento corresponde a 0 (zero) vagas; complementando o Ofício 007/10 (disponível em http://3.ly/H2ln), a ViaCiclo solicita que o estacionamento seja subsidiado diretamente pelos proprietários de automóveis, tornando o estacionamento de bicicletas gratuito.
Outras duas requisições são reiterações, haja vista a ausência de respostas às requisições formuladas em janeiro (ver matéria em http://3.ly/Hkm8): a construção de uma passagem provisória, mas de boa qualidade, no canteiro de obras do Elevado da Seta (Ofício 005/10, disponível em http://3.ly/AxD4), permitindo que ciclistas e pedestres tenham acesso à Ciclovia da Via Expressa Sul; e a construção de ciclovia e de calçada acessível a pessoas com deficiência em todo o entroncamento viário do Trevo da Seta, que se tornará mais adensado e perigoso após a conclusão do elevado e excluirá ainda mais a mobilidade ativa (Ofício 006/10, disponível em http://3.ly/THU2).
Para a ViaCiclo, os custos da ciclovia no local não ultrapassam 3,4% do valor gasto com o elevado (orçado em 11,5 milhões), trazendo benefícios duradouros: segurança e estímulo ao uso da bicicleta - uma demonstração de respeito à dignidade dos mais vulneráveis no trânsito (veja fotos do local e reportagens jornalísticas em http://3.ly/buf).
Segundo o Diretor Administrativo da ViaCiclo, André Geraldo Soares, estas solicitações são da própria sociedade, demonstradas mais recentemente nas propostas elaboradas nas reuniões do Plano Diretor Participativo (veja as propostas em http://3.ly/rVxA). As solicitações acima foram protocoladas no Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis - IPUF, na Secretaria de Obras, na Secretaria de Transporte, Mobilidade e Terminais e na Frente Parlamentar pela Mobilidade Urbana da Câmara Municipal.
Uma última solicitação é o encaminhamento de uma denúncia, efetuada por um munícipe no serviço de Denúncias da instituição, de um buraco na Ciclovia ao lado da Udesc, resultado das obras da Celesc.












