Uso de bicicleta elétrica causa polêmica com Polícia Militar

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asdfasdfdfSe você não gosta de suar a camisa para andar de bicicleta, uma inovação promete dar uma forcinha. Um novo modelo de bicicleta que chega ao Médio Vale usa a eletricidade como fonte de energia.

Com velocidade de até 25 km/h, a magrela percorre até 40 quilômetros após a recarga da bateria, que dura em média oito horas. Ao custo de R$ 2 mil, a motorizada ganha cada vez mais adeptos que dispensam a pedalada. O problema é que a falta de regulamentação sobre o veículo virou alvo de polêmica.

A Polícia Militar de Timbó, que fiscaliza o trânsito na cidade, não sabe ao certo se enquadra a inovação em regras para motos ou bicicletas. O Conselho Estadual de Trânsito entende que é preciso ter licenciamento e Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Mas a situação não está clara.

Proprietário de uma oficina de bicicletas no Bairro dos Imigrantes, Almerindo Schrull troca o carro pela bicicleta motorizada de fabricação chinesa quando precisa ir ao Centro para serviços de banco:

- Antes demorava até achar uma vaga para estacionar. Agora, além de prático, é mais econômico. Poderia ser a solução para o trânsito nas grandes cidades e ainda não cansa.

Schrull já foi de Timbó a Rio dos Cedros com o veículo. Ele comprou a bicicleta elétrica em 2008 por curiosidade e passou a oferecer o produto na oficina onde trabalha.

Loja destaca "ganho de tempo e economia"

Em uma das lojas do Centro que vende a novidade, um cartaz anuncia: "Ganhe tempo e economia".

Com loja de bicicletas há mais de 20 anos na cidade, Darcízio Bona, que é também vice-prefeito no município, optou por não vender o produto:

- A bicicleta deve ser movida a pulmão. É um meio de locomoção que favorece à saúde de quem o usa.

A aposentada Magri Weiss, 60, pensa diferente. Ela não tem CNH, mas usa a bicicleta elétrica para se locomover.

O comandante da Polícia Militar de Timbó, Edmilson Sagaz, considera o veículo ciclomotor e, portanto, quem o conduz necessitaria de CNH. Ele aguarda, porém, uma definição estadual sobre o assunto. O Conselho Estadual de Trânsito argumenta que seguirá a definição do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que equipara a bicicleta elétrica aos ciclomotores.

- As fábricas colocaram o produto no comércio sem a preocupação de regulamentação, foi uma atitude irresponsável - avalia o presidente do Conselho Estadual de Trânsito, Luiz Antônio de Souza.

Retirado de http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2528684.xml&template=3898.dwt&edition=12415&section=213 em 01/06/09



Para associação, deixar de pedalar perde a graça


A Associação Blumenauense Pró-Ciclovia acompanha com ressalvas a popularização da bicicleta elétrica em municípios da região.

O presidente da entidade, Wilberto Boos, lembra que a orientação do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) é de que todos os veículos motorizados tenham regras específicas.

- Bicicleta com motor deixa de ser bicicleta. Além disso, a velocidade de 25km/h não condiz com o espaço das ciclovias - diz.

Boos também aponta problemas no uso compartilhado de calçadas entre pedestres e ciclistas, algo muito comum nos municípios brasileiros. No entender dele, o perigo aumenta.

- O risco (de acidentes) é ainda maior - alerta.

A associação questiona qual o prazer em andar com uma bicicleta sem a necessidade de pedalar e sem nenhum benefício para a saúde. Vê com preocupação o aumento do uso do veículo por quem desconhece as leis de trânsito e não tem Carteira Nacional do Trânsito (CNH).

Gerente de empresa não vê motivo para divergência

O principal revendedor das bicicletas elétricas na região é a empresa Tecno Fast, com sede em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.

Fabricadas na China, elas são montadas pela empresa no Brasil.

O gerente geral da empresa, Paulo Alfredo Klein, considera o produto como uma bicicleta comum, apesar do motor. Ele explica que espelhos retrovisores, sinal sonoro e reflexivo são exigidos em países do exterior para qualquer bicicleta:

- Este é um veículo híbrido propulsionado a pedal ou motor elétrico. Depende do condutor. Na Alemanha, o país que mais tem ciclovias no mundo, ela pode ser usada tanto na ciclovia como na via. Por que aqui vamos criar uma polêmica?


A bicicleta elétrica
É capaz de chegar a 25 km/h, com autonomia para percorrer até 40 quilômetros depois de carregada, dependendo do relevo. Se for um trecho mais acidentado, o trajeto chega a 35 quilômetros. Pesa quase 40 quilos e suporta até cem quilos para se deslocar. O tempo para recarregar a bateria é, em média, de oito horas. Tem acessórios como cesto e bagageiro, carregador de bateria, buzina e pisca com sinal sonoro e espelhos retrovisores. A bicicleta elétrica pode ser movida a pedal ou motor elétrico

Conselho Nacional de Trânsito
No dia 8 de maio, o Conselho Nacional de Trânsito determinou a equiparação da bicicleta elétrica a um veículo ciclomotor. Com isso, o Conselho Estadual de Trânsito esclarece que o tratamento concedido às bicicletas elétricas será o mesmo que qualquer veículo automotor, ou seja, a legislação obriga o veículo a ter licença para circular, incluindo emplacamento, e o condutor precisa ter CNH categoria A, como a exigida para quem conduz motocicleta

Retirado de http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2528687.xml&template=3898.dwt&edition=12415 em 01/06/09

 

 

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